Prelúdio do Espaço Escola: Passar a apresentação[1] Lacan considerava indispensável que o analista fosse pelo menos dois: o que causa o trabalho analisante e o que teoriza seus efeitos. Cada uma dessas posições controla os extravios da outra, realiza seu controle o contro-role. Ocasião para revisar a interação entre ambas, em cada uma das práticas atuais do analista.[2] Um…
A análise para além dos diagnósticos O diagnóstico na psicanálise é um fenômeno que incorpora uma ambiguidade essencial por refletir a tensão entre a necessidade de categorização dos distúrbios psíquicos e a complexidade do sujeito singular. Para compreender melhor essas dinâmicas, é útil integrar as contribuições de figuras fundamentais como Lacan, Soler, e Dunker,…
Prelúdio do Espaço Escola: Por que o passe? Esta pergunta pode ser interpretada de diversas maneiras. Por exemplo, por que continuamos a sustentar o dispositivo do passe? Por que a aposta no passe não se esgotou? Por que, apesar de tão poucos passantes serem nomeados, ainda há tantos pedidos de passe? As poucas nomeações, é…
Elogio do diagnóstico Convenhamos que o sintagma “diz-função…” remete, queiramos ou não, a um jogo de palavras, que, recorrendo à homofonia (ou a homonímia moderna), produz a mesma sequência sonora para designar várias coisas. Isso em benefício de um equívoco forjado, com o objetivo de encontrar as razões de um questionamento no uso das…
O (Mal) Dito Diagnóstico Édipo, nosso querido conhecido de tantas décadas, foi ele submetido a um diagnóstico? Seria a fala do oráculo de Delfos uma proclamação “diagnóstica” de um certo destino? De uma certa maldição que recaiu sobre a família e recairia também sobre essa pobre criatura? Faço essa provocação, talvez antiga, valendo-me da…
Diagnóstico e Indeterminação Um pouco antes de introduzir uma nova perspectiva clínica, representada pelo sinthome e seu primeiro caso paradigmático, Joyce, Lacan desenvolveu um seminário, usualmente recebido como uma alusão ao tema do nome-do-pai, do qual havia prometido jamais voltar a falar. Podemos considerar Le non Dupe errent como ponto de partida para o…
O Alienista: um conto atemporal “O juízo passou a ser uma probabilidade, uma eventualidade, uma hipótese.”[1] No século XIX, marcado pela nascente psiquiatria e internação dos loucos em hospícios onde perderam a voz, a literatura nos trouxe várias obras tecidas em torno do tema da loucura como, por exemplo, A enfermaria n.6, de Tchekhov,…
A “PAI-VERSÃO”: DESEJO E GOZO Lacan, desde o início até o final do seu ensino, manteve a tese de que a linguagem engendra a causa do desejo, não o Pai, seguindo com o que denominou o além do Édipo sustentando o laço entre desejo e gozo Se na metáfora paterna o Pai fora colocado…
Como se captura o desejo ? Como capturar o desejo é uma pergunta que todos nós nos fazemos como psicanalistas. As respostas a essa pergunta vão desde o questionamento de Freud sobre o desejo inconsciente até o formalismo borromeano de Lacan, que é a última forma de respondê-la pelo dizer sinthoma. Mas, antes de chegar…
O desejo de analista e a transmissão da psicanálise O desejo de analista orienta uma análise, orienta a transmissão da psicanálise e, consequentemente, o dispositivo do passe. Tendo como característica desse conceito o fato de ele ser incompatível com a palavra, este desejo não se predica. O desejo de ser, com todas as predicações,…
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