V Colóquio FCLRDB Prelúdio IV Luís Andrade Quando a voz toma (o)corpo A tradição psicanalítica privilegiou, durante um bom tempo, as virtudes gozosas dos objetos da demanda, seja pela sua ancoragem nas funções corporais, seja por terem sido as primeiras a serem destacadas em função de sua inscrição nos diferentes estágios do desenvolvimento libidinal.…
V Colóquio FCLRDB Prelúdio III Ângela Mucida “Deixar cair o corpo”. Deixar cair o corpo ou “deixar cair a relação com o corpo próprio”é uma frase de Lacan em O sinthoma (2007, p. 166) referindo-se ao relato de Joyce ao levar uma surra dos colegas (Joyce, 1992). Não há raiva, rancor, sensação de dor,…
PRELÚDIO II V COLÓQUIO FCLRDB Esther Mikowski A criança, o dizer e a violência A propósito do tema do nosso Colóquio, trago a violência sexual como ponto sensível de articulação entre a sexualidade infantil a partir de Freud e o dizer da criança. A violência em questão, na maior parte dos casos, é perpetrada…
O homem tem um corpo De 8 de maio de 1973 a 20 de junho de 1975 Lacan se ocupa bastante do corpo. Seu Seminário Encore é homófono de En corps. Em sua conferência sobre Joyce, o sintoma é definido como um acontecimento do corpo ligado a que l’on l’a (a gente o tem), l’on…
PRELÚDIO VI Lá onde o sujeito não pensa, ele escolhe; lá onde ele pensa é determinado. Lacan O que se espera do sintoma no final de análise? Des(a)tinos? Na mitologia, “o destino é uma divindade cega, inexorável, nascida da Noite e do Caos” [2]. O Caos – abismo insondável –, indescritível e indefinível, gerou a Noite, que gerou…
Roseli Rodella O conceito de construção, em Freud, aparece durante toda sua obra e não somente no seu final, principalmente no Homem dos Lobos (FREUD, 1918) onde fez várias menções à ideia de construção. No entanto, como conceito, não obteve tanta atenção como o de interpretação. O próprio Freud concluiu que nas “exposições sobre a técnica analítica,…
Luiz Andrade É mais do que oportuno, é razoável e salutar, que agora nos debrucemos sobre as variações dos destinos da análise. Isso porque não nos bastam nem os artifícios da elasticidade técnica propalada por Ferenczi, nem a ajuda necessária da Bruxa Feiticeira, para acalmar nossas inquietações sobre a variabilidade no efeito de nossas análises e…
Marcia de Assis “Não-todo ser falante pode autorizar-se a produzir um analista. Prova disso é que a análise é necessária para tanto, mas não é suficiente”[1]. J. Lacan Ao propor o termo (des)enlace com essa grafia, busco falar de um dos destinos das análises que não é uma parada no meio do caminho, nem uma interrupção, mas…
Marcia Polido Final de análise: o que se pode esperar? A resposta a essa pergunta depende, porque em se tratando de psicanálise, que é prenhe de singularidade, não temos modelos de entradas e saídas, cada um o faz à sua maneira. Porém, tirando a prova dos noves, parece-me certo dizer que os que procuram uma…
Gracia Azevedo “Os destinos do sintoma” ou“Os destinos de uma análise” A partir do texto de Freud “As pulsões e suas vicissitudes”¹, poderíamos falar de “Uma análise e suas vicissitudes” em torno do sintoma e a sua gramática no matema da fantasia. Sabemos que Freud, em Análise terminável e interminável², fala dos obstáculos à…
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